Tubarão
O garotinho Luan tem apenas 3 anos, mas ainda no ventre de sua mãe Tamissy Nunes foi detectado que o menino tinha um grave problema nos rins. Desde cedo, ele já lutava contra uma doença que assola uma boa parcela da população mundial, o refluxo urinário.
Mais comum nos meninos, este problema pode causar repetidas infecções urinárias, até ser diagnosticado de forma concreta, como ocorreu com o tubaronense. Com 1 ano, ele teve a primeira infecção percebida pela mãe e médico, aos 2 anos foram duas seguidas e, com os exames realizados, descobriram que a doença estava no grau 5, o mais avançado.
“Conseguimos ser atendidos em Florianópolis por uma nefrologista em junho do ano passado. Em agosto, meu filho passou por uma cirurgia de urgência na capital do estado e a situação parecia que tinha amenizado. Porém, ele não pode ter nenhuma infecção durante um bom tempo, mas infelizmente há duas semanas teve a primeira”, explana Tamissy.
A mãe do garoto relata que a solução é fazer outro procedimento cirúrgico, contudo os custos entre cirurgia, anestesia e exames esbarram nas suas condições financeiras, uma vez que tudo sairá entre R$ 15 e 20 mil. A probabilidade de cura após o procedimento é de 96%. “Nos últimos exames feitos em novembro do ano passado, o rim esquerdo do Luan trabalhava apenas com 17%, já o direito 32%. Meu filho precisa fazer essa cirurgia o quanto antes”, revela.
Conforme o médico responsável pelo caso, Rafael Miranda, o refluxo incide de 30 a 40% nos brasileiros e os casos devem ser tratados com urgência. “Em algumas pessoas, basta o tratamento e em outras é necessária a intervenção provisória ou em definitivo”, destaca.
O refluxo vésico-ureteral
Normalmente, a urina segue este caminho: é produzida pelos rins, vai para a pelve (logo na saída do rim) e segue para a bexiga por meio de um tubo chamado ureter. É armazenada na bexiga e, em seguida, na micção, passa para a uretra e atinge o meio externo. Contudo, em 1 ou 2% das crianças a urina retorna para o ureter e pode chegar até os rins. É o que se chama de refluxo (retorno da urina) vésico (da bexiga) ureteral (para o ureter). O refluxo está associado a um número aumentado de infecção urinária. Teoricamente como a infecção se inicia na bexiga, há o refluxo para os rins, e seria mais fácil da infecção atingir também o sistema renal (pielonefrite). Portanto, diz-se que as crianças com refluxo têm uma chance maior de apresentarem infecção renal que em outras sem refluxo. Essa infecção, muitas vezes, causa lesão nas células que compõem a unidade funcional dos rins, que são os néfrons. O objetivo maior do tratamento do refluxo é evitar a infecção de urina, na tentativa de se preservar a função renal.
Dados para depósito
Caixa Econômica Federal
Agência: 0425
Operação: 001
Conta corrente: 43148-5
Titular: Elisângela Bueno da Silva

